quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A cada ensaio, um rompimento de algo virgem.

A cada encontro, quando se trata de um processo de criação em artes, reflito sobre um estado possível de virgindade que se perde após o atravessamento da experiência artística; o objetivo geral da pesquisa é o mesmo, mas parece que algo surge do irremediável. Perder a virgindade, neste caso, é entender a renovação da energia sexual responsável pela criação. É desvirginar-se e retorná-la do ponto zero. Um estado de pureza e ruptura constante. Estar puro, na pesquisa em artes, é fundamental. Permitir-se ser arrebatado, como Jorge Larrosa defende de forma belíssima.  
Hoje estudei um pouco de Roland Barthes (fragmentos de um discurso amoroso) e uma moça da Espanha, Victória... esqueci o sobrenome, que faz uma analogia com um método muito interessante chamado por Barthes como método dramático. E no texto dela, há um subtema construído pela mesma, para a pesquisa em artes: o momento da catástrofe na investigação. A catástrofe é quando tudo volta ao zero. Quando o pesquisador/sujeito amante e o objeto de estudo/ser amado encontram-se em um momento trágico, que requer uma reviravolta, um novo ponto de partida, ou até um novo projeto. 
Felizmente estou no início, já com receio dessa catástrofe. Achei interessante postar isso no blog porque são as pedras de tropeço transmudadas em pedras de toque que podem aparecer em qualquer investigação, em processo cartográfico, como o meu, por exemplo. 


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Sala de ensaio "Jardins" - 2014- Foto: Emanuelle Nascimento

A foto remete apenas à saudade, e o exemplo de uma sala viva, com vários sentidos.

Iniciamos, nós, estudantes do VIII semestre de Licenciatura em Teatro, a pesquisar autores que podem nos auxiliar nos percursos traçados e nos desvios pela investigação no Estágio IV. O Matteo Bonfitto não será diretamente uma referência para a temática da minha pesquisa, no entanto, o olhar dele para as artes cênicas deve fazer parte de todo percurso de um artista/professor/pesquisador.


"(...) Mas quando lemos os programas dos cursos de formação do ator não encontramos a disciplina "Composição". Nada mais sensato, então, nos perguntarmos: por quê? Quais seriam os fatores envolvidos, neste caso, que podem ter contribuído para a não utilização de tal conceito no caso da formação do ator? Será um problema restrito ao teatro chamado "Ocidental", em que valores românticos tais como"originalidade, gênio e inspiração" ainda permeiam a prática do ator? Ou tal dificuldade teria relação com os problemas ligados à matéria desta forma de arte, ou seja, o aparato psicofísico do ser humano?" (MATTEO BONFITTO, 2011 - O ator compositor).


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os passos quase dados.

Iniciamos nossa pesquisa, no dia 17 de Novembro de 2015. Primeiro com a proposta Sujeito-Trajeto-Objeto, proposto pela professora do estágio: Cristiane Barreto. Método de entendimento de percurso criado pelo professor da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, in memoriam, Armindo Bião.